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Servir às pessoas e fortalecer as organizações sociais.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Breve histórico de Mario Antônio Dhein – Líder Comunitário 2014

O administrador de empresas, Mario Antônio Dhein, nasceu em Ijuí e desde cedo demonstrou interesse pelo auxílio a comunidades. Seu Mario se tornou líder estudantil no quinto ano do primário, quando estudou no grupo escolar Rui Barbosa. Logo depois, ajudou a criar o Grêmio Estudantil da Escola de contabilidade Duque de Caxias. O administrador também organizou a cooperativa escolar da Escola Parobé de Porto Alegre, sendo intitulado o primeiro presidente da organização.

Seu Mario foi professor estadual por 16 anos na escola técnica 25 de Julho de Ijuí, onde foi presidente do centro de professores. Também era funcionário graduado na Cotrijui, quando assumiu à presidência da associação de funcionários. Logo depois, em 1991, se tornou escoteiro, elevado à condição de comissário distrital da União de Escoteiros do Brasil para a região noroeste do estado, que abrange 55 municípios.

Ajudou a fundar, em Canoas, a Associação de Moradores da Santa Isabel. Em 2003, se tornou membro da diretoria executiva da União de Associações de Moradores de Canoas – UAMCA, além de participar da fundação da Federação Gaúcha de Associações de Moradores – FEGAM, onde ocupou o cargo de diretor, por ocasião do aniversário de Canoas (21 de junho de 2010). Seu Mario foi agraciado pelo prefeito Jairo Jorge com à medalha Pinto Bandeira, pelos: “serviços em favor da pessoa humana”.

Atualmente, Seu Mario é presidente do Conselho Municipal de Saúde de Canoas e Secretário Geral da UAMCA, ocupa o cargo de sócio fundador do Lions Clube Canoas Niterói, responsável pelas funções de diretor de comunicação, participa do Conselho de Desenvolvimento Social - CDES, integra o conselho Municipal sobre Drogas, o conselho do Orçamento Participativo e o Conselho Deliberativo da ABC/HNSG.  

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O Sistema de Participação Cidadã do Século XXI

Por Ivo Fiorotti*
Os avanços consolidados na constituição Cidadã de 1988, particularmente em termos de sedimentação legal de garantias sociais e políticas, foram precedidos por um amplo processo de participação cidadã decorrente da constelação de movimentos na sociedade civil, quer sejam de matriz comunitária, popular, sindical, ecológica, feminina ou de demais segmentos sociais. Este processo da Constituinte e a promulgação da Constituição cumpriram um importante papel de galvanizar na Carta Magna aspirações provenientes das necessidades concretas e materiais destas coletividades. Mas, ficava no então uma questão: como dar continuidade à inovadora cultura da participação e da democracia recém-conquistada, na relação com o estado? Em grau menor em termos de inovação, mas com densidade realtiva a cada contexto específico, os processos da construção das Constituições Estaduais e das Leis Orgânicas Municipais, replicaram em grande parte esta cultura democrática e cidadã.
Como expressa nossa Constituição Cidadã,: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição” (Parágrafo Único, artigo 1.º). O cidadão delega - para representantes eleitos em processos eleitorais a cada quatro anos, nas três esferas da República - a tarefa de administrar e executar as políticas públicas (prefeitos, governadores e presidente) e a tarefa de criar ou aprimorar as regras, as leis (vereadores, deputados estaduais, do distrito federal, federais e senadores. Estes últimos, eleitos para mandatos de oito anos). Mas, o cidadão tem também a oportunidade de exercer sua vontade de forma direta, quando convocado para Referendos, Plebiscitos ou Projetos de Iniciativa Popular, decidindo temas considerados de complexa decisão e de fundamental relevância pública, como o caso do Referendo do Desarmamento.
Os estudos clássicos da Democracia Moderna indicam a ocorrência de um processo de qualificação da cidadania na medida em que avançam as participações dos cidadãos nos processos eleitorais. Ou seja, a cada eleição onde o cidadão é chamado a avaliar e eleger determinada proposta política ou determinado candidato, num processo de satisfação/frustração de sua expectativa política, ocorre um amadurecimento do seu papel de delegar sua vontade aos representantes. A cada processo eleitoral, o cidadão teria mais experiência/consciência de sua decisão. Não pretendo entrar em discussão com os elementos dos condicionantes do clientelismo e/ou outros elementos que levariam à deformação do papel de cidadão, o que reconheço existir numa parcela considerável dos eleitores.    
Comungo com a posição dos que consideram ocorrer avanços significativos de qualificação cidadã decorrentes da participação ativa em inúmeros processos de democracia direta, tais como: o Orçamento Participativo, eleição de Conselheiros Tutelares, escolha de diretores de escolas, dentre outros. Sobretudo, quando precedidos por debates e discussões de suas propostas em microprocessos os mais variados. Em vários estados dos EUA ocorrem processos de eleição livre, não compulsória, de “Xerifes”, os quais desempenham papel similar ao nosso Delegado de Polícia. Todos estes e outros processos livres de participação e, por conseguinte, com participação, nem sempre majoritária dos cidadãos, são considerados fortalecedores da democracia e indicadores do avanço da consciência cidadã.
Nas eleições municipais de 1988, gestores municipais são eleitos com a bandeira da participação cidadã. É o caso de Porto Alegre (RS) e Diadema (SP), dentre tantos outros, que ao serem vitoriosos nas urnas, iniciam com processos de eleição de cidadãos em Conselhos Populares com a tarefa de deliberar em conjunto com o poder público o destino dos recursos do Orçamento Municipal. Aos poucos se formatam diversas propostas de Orçamento Participativo. Resalvadas as particularidades quanto às dinâmicas metodológicas e/ou o tamanho do bolo orçamentário em apreciação, (1) todas tem em comum uma iniciativa política dos gestores que decidem agregar à sua tarefa administrativa o elemento da convocação dos cidadãos a participarem na decisão dos destinos dos recursos em investimentos diretos ou em programas ofertados.  Esta iniciativa política dos gestores gera um (2) processo de qualificação cidadã diferenciada, quando ocorre como uma simples relação de parceria e cooperação pontual entre os cidadãos e os gestores públicos ou quando se institui como um processo de cogestão que imprime uma dinâmica que envolve sua realização enquanto processo de definição, mas também o monitoramento social de sua execução e prestação pública dos resultados efetivados.
Por cerca de duas décadas a novidade do Orçamento Participativo - OP foi replicada em muitas municipalidades, quer seja como processo eficaz de atendimento das expectativas, das demandas e necessidades da população, quer seja como forma democrática de gestão dos orçamentos municipais ou ainda, como proposta de qualificação política dos cidadãos. Ganhou destaque internacional nas diversas edições do Fórum Social Mundial. As próprias propostas governamentais que não postulavam esta perspectiva passaram a considerar a sua manutenção como um elemento importante na disputa eleitoral e na governança posterior a vitória. Em muitos lugares, aos OP’s os gestores públicos agregaram outras iniciativas de interação com a cidadania, tais como: Caravanas do Prefeito e Secretários vistoriando necessidades locais, Plenárias de Avaliação dos demais Serviços Públicos, Audiências Públicas para oportunizar interação e diálogo dos gestores com a comunidade em determinada necessidade e outras formas criativas de interação. 
O próprio Banco Mundial tem condicionado suas políticas de financiamento à necessidade de que as administrações assumam formas de participação da cidadania na gestão pública, inclusive recomendando o OP. Mesmo assim, a grande maioria das municipalidades não adota o OP e, muitas das que adotam, tem passado por processos de arrefecimento, quando não, de delegação a um segundo, terceiro ou quatro plano de importância desta iniciativa enquanto processo de gestão.
A construção de um crescente Sistema de Participação Cidadã, como o que vem ocorrendo na administração municipal de Canoas a partir de 2009, é uma inovação inédita, tanto na ampliação das ferramentas e espaços de participação, quanto à forma de gerenciamento do Orçamento Participativo, forjado no século XXI.  E isto ocorre na minha copreensão, pela agregação de novas ferramentas de participação cidadã na gestão pública, do processo de indução à mobilização cidadã pelos gestores, e pela correta compreensão do atual estágio da sociedade civil em que é possível a mobilização cidadã.
A gestão pública municipal, para além dos tradicionais Conselhos das Políticas Públicas - onde representações de organizações dos referidos segmentos são chamados a opinar e/ou deliberar – criou outros espaços de diálogo entre os cidadãos e o gestor público, tais como: Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Plenárias de Serviços, Audiências Públicas, Prefeitura na Rua, Prefeito na Estação e Ágora Virtual.
O Orçamento Participativo foi enriquecido quanto aos espaços de tomada de decisão direta, o qual contempla duas dinâmicas: (1) o espaço das Assembleias, sendo o momento presencial de definição da metade dos recursos para a microrregião por decisão direta da maioria presente (muitas destas demandas precedidas por microprocessos induzidos de identificação de necessidades e mobilização junto às diversas organizações sociais); (2) O espaço da Votação em urna, momento em que a cidadania decida a outra metade do orçamento para a microrregião, dentre as até cinco demandas que obtiveram a maior votação na Assembleia Presencial. E, para a obra da cidade, um processo de eleição virtual.
O sucesso comemorado pela expressiva participação, se comparado com outras cidades no Brasil que tem o OP, deve-se, na minha compreensão, a esta conjunção de formas, ferramentas e espaços de diálogo do cidadão com os gestores públicos. Pequenas necessidades individuais têm, por exemplo, no Prefeitura na Rua, Prefeito na Estação e nas Audiências Públicas, a eficácia de sua realização. No OP são encaminhadas as demandas de investimentos, com um caráter de coletividade ou de segmento.
E aqui chego ao último aspecto desta reflexão, ou seja, na mudança das reais e possíveis condições de como a sociedade civil atual pode ser mobilizada, em relação ao período Constituinte e que gradativamente veio se modificando. As primeiras materializações do OP ocorreram no período de efervescência mobilizadora na sociedade civil, na sequência da Constituinte e, respeitadas as particularidades, dos processos constituintes nos estados e nas municipalidades. O poder de articulação e mobilização das minorias ativas presentes nas mais variadas organizações sociais que alimentam/mobilizam as Assembleias do OP tem um grau diferenciado nos períodos de efervescência social ampliada pelos grandes movimentos e nos processo de arrefecimento, como ocorre na atualidade.  A participação no OP é impactada pela pouca organização social da cidadania, com a chamada desmobilização das organizações comunitárias, sociais, etc. Compreendendo este quadro, em Canoas são fomentados, previamente às Assembleias Presenciais e à Votação em Urna, microprocessos de indução da demanda e de convocação cidadã ampla, através de Carro de Som, panfletagens e pequenas reuniões com lideranças organizadas ou não. Este processo envolve os gestores municipais, o Fórum de delgados do Orçamento Participativo e os Conselheiros. Portanto, amplia-se a quantidade e a qualidade de ação das “minorias ativas” neste processo de mobilização social.  Exemplo: em uma rua que não tem asfalto ou em uma vila em situação irregular, moradores são visitados por delgados de demandas em andamento na região, informados da sua conquista concreta e os motivam para irem às Assembleias do OP. A iniciativa destes “novos cidadãos” de ir à Assembleia para ter sua necessidade atendida, de mobilizar os vizinhos de forma mais consistente ou não, oportuniza a inscrição da demanda na Assembleia, sua vitória ou não, mas também é sua inscrição na escola formativa concreta da participação cidadã. Quando a demanda não sai vitoriosa e se classifica entre as cinco mais votadas, ela entra para a lista que vai à Votação em Urna, instaurando-se outro oportuno espaço em que estas “novas lideranças” podem organizar mais um processo de mobilização para a conquista. Verifica-se um rico processo de entre ajuda, de fascinação pelo exercício ativo de cidadania, por parte de muitos cidadãos que passam a ser delgados e Conselheiros no OP. Com frequência, delegados testemunham publicamente como sendo sua primeira experiência de envolvimento pessoal com as causas coletivas e que isto mudou suas consciências de como funciona a “coisa pública”. É um processo de construção de baixo para cima, a partir das reais necessidades da comunidade ou do segmento, que modifica consciências cidadãs. Este processo tem reavivado Associações de Moradores, organizações sociais de diversos segmentos do esporte, da cultura, da assistência social, dentre outras, mas também tem sido o nascedouro, em especial de novas Associações de Moradores. Um caso particular merece menção: várias ruas conquistaram seu asfaltamento na Vila Santo Operário a partir de iniciativas articuladas pelos seus moradores, estes sem ligação com organizações sociais. Os delegados destas ruas - algumas já asfaltadas e outras ainda não, mas com a certeza da conquista - se organizam em uma demanda que lhes é comum, mas que também tem um alcance para toda a vila: Regularização Fundiária da Vila Santo Operário. A mobilização ganhou corpo e alcançam vitória com cerca de ¼ dos votos na Assembleia Presencial mais concorrida na edição de 2011, tanto em demandas como em número de participantes. Forma 16 demandas e 1.178 participantes.
É este conjunto de inovações por parte da gestão pública e de sua inter-relação com os cidadãos que garante a expressiva participação no Sistema de Participação Cidadã.  Ao menos de forma empírica, temos a percepção e a declaração testemunhal de que ocorre um processo de qualificação cidadã e fortalecimento da organização social, em particular, na ferramenta do Orçamento Participativo.  Estudos mais aprofundados deverão ser realizados a partir destes fenômenos. Outras inovações podem ser percebidas nas demais ferramentas e aqui menciono algumas:
1) no Ágora Virtual, oportuniza-se o acesso à participação e ao diálogo do que não se dispõem a estar de forma presencial, comportamento típico de parte da cidadania atual;
2)   no Prefeitura na Rua, nas Audiências Públicas do Prefeito e dos Secretários e no Prefeito na Estação - por ser um espaço de acesso do cidadão ao gestor público para encaminhar suas demandas, críticas e sugestões fora do chamado horário de expediente e fora dos locais institucionais dos órgãos da administração, portanto, junto às ruas e praças dos quatro cantos da cidade, ou nas estações do Trensurb com grande fluxo - ocorre uma redefinição, melhor ainda, a correta percepção dos cidadãos do Gestor Público, trazendo-o mais próximo ao seu caráter de Servidor Público, onde a cidadania destaca o trabalho eficaz, a humildade no diálogo e a proximidade dos políticos e seus auxiliares.  Vida longa a este Sistema de Participação Cidadã e que possamos avançar em inovações de gestão para o bem dos cidadãos!

*Ivo Fiorotti é Pós-graduado em Ciências Políticas e Mestrando em Memória Social e Bens Culturais na UNILASALLE; Vereador em segundo mandato no Município de Canoas; Autor do livro “Alétheia: a cidadania em construção” - AOSOL, 2012.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Breve histórico de Ernani Nestor Nyland – Líder Comunitário 2012.


Ernani Nestor Nyland é filho de Mirinda e Armin Nyland, nesceu no dia 19 de maio de 1958, em Pinheirinho do Vale, que na época pertencia ao município de Palmitinho, na região do Alto Uruguai, próximo de Santa Catarina. Ernani sempre trabalhou no comércio com seus pais, até os 24 anos, quando, em 1982, migrou para Canoas em busca de emprego. Chegando à cidade, Ernani passou a trabalhar na Liquigás, onde permaneceu durante 10 anos e depois colocou comércio próprio, seguindo a vocação herdada do pai. Em 1996 passou a trabalhar como motorista na empresa LOCAL, puxando trabalhadores da Petrobras, vindo a se aposentar em 2011.
Ernani tem 3 filhos e é casado com Laci Müller Nyland.
Desde 2009, Ernani vem atuando mais sistematicamente no movimento comunitário. Na gestão do prefeito Jairo Jorge, com os instrumentos de participação popular, Ernani se entusiasmou na militância comunitária, de modo especial com o Orçamento Participativo. 
O líder comunitário, Ernani Nestor Nyland, que iniciou sua militância na Associação de Moradores do Loteamento São Luiz, no bairro Niterói, onde reside, na Rua Lima da Costa, nº 929, assumiu diversos trabalhos comunitários, entre os quais destacamos sua atuação como conselheiro do Orçamento Participativo (OP). Ernani também faz parte do ECC (Encontro de Casais com Cristo) na Paróquia Imaculada Conceição e recentemente foi eleito para o Conselho Fiscal da UAMCA (União das Associações de Moradores de Canoas) e também assumiu como gestor do Campo do Rio, uma área de esporte e cultura. 
Ernani é um líder comunitário que aposta no Orçamento Participativo, pois, a primeira obra do OP inaugurada na cidade de Canoas, foi uma demanda da sua associação de moradores, que conquistou asfaltamento da Rua Lima da Costa, no ano de 2009. Nas seguintes edições do OP, os moradores do Loteamento São Luis seguiram as mobilizações e conquistaram em 2010 obras de asfalto nas ruas Veranópolis, Laçador e Palmitinho. Em 2011 a conquista foi a regularização fundiária e para 2012 já estão se mobilizando na perspectiva de conquistar câmeras de segurança. 
Uma das primeiras conquistas da Associação de Moradores do Loteamento São Luiz, liderada por Ernani, foi a denominação das ruas, através de projeto de lei de autoria do Vereador Ivo Fiorotti (Lei 5.529), que também repercutiu na conquista dos números de CEP das ruas. Sob a coordenação de Ernani, a Associação dos Moradores também conquistou obras de iluminação pública e a rede de água para 54 famílias na Rua Irineu de Carvalho Braga, uma lotérica na praça do bairro Rio Branco e, recentemente, a sede da antiga Associação 25 de Março (dos Eucaliptos), onde está sendo organizada a sede da Associação São Luiz.  
Por todo seu testemunho de luta e doação, pela persistência e capacidade de mobilizar as pessoas, como uma liderança comunitarista, Ernani Nestor Nyland, é indicado pela bancada do Partido dos Trabalhadores para o Prêmio “Líder Comunitário Clésio Aires de Oliveira”.

Vereador Ivo Fiorotti – Bancada do Partido dos Trabalhadores (PT)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Breve Biografia do Líder Comunitário Clésio Aires Oliveira


Segue abaixo texto do vereador Ivo Fiorotti com histórico do Líder Comunitário Clésio Aires Oliveira, apresentado na justificativa do Projeto de Decreto Legislativo que instituiu o Prêmio “Líder Comunitário Clésio Aires de Oliveira”.

Este projeto visa qualificar o Prêmio Líder Comunitário batizando-o de Clésio Aires Oliveira, perpetuando a memória deste militante comunitário Canoense, pioneiro na ocupação da Vila União dos Operários, um dos fundadores e primeiro Presidente da UAMCA – União das Associações de Moradores de Canoas.
Natural de São Sepé, filho do meeiro João Francisco de Oliveira e de Eva Aires, nasceu aos vinte e quatro dias de novembro de mil novecentos e cinqüenta. Chega a Canoas, fruto do êxodo rural e dos atrativos empregos do processo industrial, com vinte anos de idade. Mas é na Construção Civil que tem seu trabalho formal, assumindo a função de Pedreiro. Constituiu família com Maria Salete Gonçalves e em cinco anos tiveram cinco filhos: Claudiomiro, Marco Antônio, Paulo Sérgio, Carlos Alberto e Ana Paula. Fugindo do voraz aluguel une-se a cerca de cem famílias na ocupação do antigo Jóquei Clube do Prado, na luta por moradia, liderando, como Presidente da associação, a conquista na justiça o direito de posse, após cinco anos de disputa judicial. 
Militante da oposição sindical na construção civil e uma das lideranças mais destacadas da luta pela moradia e demais direitos sociais básicos (saúde, transporte público, educação, assistência social), no contexto de luta pelas liberdades democráticas e na construção da Constituinte ao longo da década de oitenta. Foi candidato a deputado federal constituinte pelo PCdoB e a vereador em mil novecentos e oitenta e oito pelo Partido dos Trabalhadores, permanecendo na primeira suplência. Foi assessor nos dois primeiros mandatos do então deputado federal Paulo Paim e, em seguida, passou por um período de transtornos mentais que, mesmo conseguindo estabilizar-se, passou a viver de forma mais pacata em casa e na comunidade da Congregação Cristã do Brasil, com sua segunda companheira Maria Lúcia Espíndola da Silva. Após enfrentar os transtornos de um câncer no pulmão, veio a falecer no dia 18 de julho de 2010. 
Clésio Aires de Oliveira o militante comunitário que soube transformar a indignação frente ao desemprego, a falta de moradia e das condições mínimas de vida e dignidade em ações de solidariedade, articulação e organização de demandas em movimentos comunitários e sociais populares visando conquistas sociais para as maiorias das vilas e bairros. Compreendeu a grande luta pelas liberdades democráticas sempre a partir de busca de soluções para as necessidades imediatas. Pessoalmente, com este companheiro de caminhada mais aprendi do que ensinei da arte da política comunitária. Sou testemunha de que foi um líder comunitário que nunca vendeu sua honra e fidelidade às bandeiras de luta dos que representava na luta comunitária por nenhuma vantagem pessoal ou familiar, mesmo provado em situações limite como a do conflito na União dos Operários.  
É com muita responsabilidade histórica, contentamento e orgulho que apresento esta postulação aos nobres pares no sentido de eternizar para as gerações futuras uma liderança comunitária de uma época que não apenas iniciou a caminhada de conquistas das liberdades democráticas, mas também representou as novas conquistas das políticas públicas sociais que se firmaram na Constituição Federal, Estadual e Municipal.
Canoas, 28 fevereiro de 2010.

Vereador IVO FIOROTTI
Bancada do Partido dos Trabalhadores

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Jorge Cardoso, da ACADEF, é Cidadão Canoense

O Senhor JORGE FERNANDES CARDOSO nasceu no município gaúcho de Alegrete aos seis dias do mês de maio de mil novecentos e quarenta e três. Filho do militar Sildo Girio  Severo Cardoso e de Fausta Fernandes Cardoso, passou sua infância em Uruguaiana e em sua adolescência vieram para Porto Alegre. Ainda no seu primeiro casamento foi designado para uma empresa no Rio de Janeiro onde permaneceu durante dois anos. Neste período, aos 26 anos de idade, foi acometido de mal infeccioso na coluna vertebral. Retornou a Porto Alegre para tratamento e abrigo da família, porém precisou do auxílio permanente da cadeira de rodas. Em 1972, a família adotou Canoas como domicílio, adquirindo casa no Jardim Igara. Procurou incluir-se na comunidade, tornando-se conhecido pelas atuações em micro negócios e fundador da Sociedade Araguaia. Em 1983 iniciou sua participação no grupo de auto ajuda na Igreja São Luiz, através da Fraternidade de Doentes e Deficientes (FCD). Com seu dinamismo peculiar logo entrosou-se no movimento de luta pró direitos das pessoas com deficiência, culminando com a representação estadual deste segmento e fundador de vários núcleos e conselhos representativos. Em 1983, passou a assessorar o recém eleito vereador IVO LECH, atuando na organização do movimento e mobilização para as lutas da constituinte. Já, como assessor do Deputado Constituinte IVO LECH, trabalhou na emenda popular que resultou na pensão do deficiente. Em 1984, surge como fundador e primeiro presidente da ACADEF – Associação Canoense de Deficientes Físicos. A partir daí a maior parte de seu tempo foi dedicado na instrumentalização da ACADEF que tornou-se prioridade no seu plano de vida, juntamente com sua segunda esposa Suzana. Como assessor do Deputado Estadual Ledevindo Piccinini coordenou a Comissão Especial para assuntos das pessoas com deficiência e presidente da União das Entidades de Pessoas com deficiência, congregando mais de trezentas organizações em todo o estado, além da fundação da Federação das Entidades de Deficientes Físicos-FREDEF. A partir de 2000, passou a dedicar-se quase que exclusivamente aos destinos da ACADEF, onde permanece, ocupando sua sétima gestão como presidente. Atuação Municipal: Membro fundador do Conselho de Entidades de Pessoas Deficientes de Canoas; Membro fundador o Conselho Municipal de Assistência Social Membro fundador do Conselho Municipal de Saúde; Assessor do vereador Ivo Lech Membro fundador da ACADEF – Associação Canoense de Deficientes Físicos; Membro da Comissão de Regulamentação da Lei do Passe Livre no Município de Canoas; Fundador e Editor do JORNAL DEFICIENTCHE, informativo da ACADEF com circulação nacional. Atuação Estadual: Membro fundador do Conselho de Entidades de Deficientes Físicos do RS – CREDEF; Membro da Comissão de Regulamentação da Lei de Ingresso da Pessoa com Deficiência na Função Pública Estadual; Membro da Comissão de Projeto da Profissionalização e Trabalho para pessoas deficientes do SINE; Membro da diretoria e comunicador da Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes; Membro fundador do Conselho Comunitário dos Usuários do Centro de Reabilitação Profissional de Porto Alegre; Assessor parlamentar do Deputado Estadual Ledevino Piccinini; Coordenador da Comissão Especial para Pessoas com Deficiência da Assembléia Legislativo do RS, em 1992, documento referência das políticas para pessoas com deficiência; Membro fundador da União das Entidades de Pessoas com Deficiência do RGSUL; Membro da Câmara Técnica para elaboração do PEAI/RS – FADERS. Atuação Nacional: Assessor Parlamentar do Deputado Federal Ivo Lech; Membro fundador da ONEDEF – Organização Nacional de Entidades de Deficientes Físicos em 1983 no Primeiro Encontro Nacional; Membro do Conselho Nacional de Assistência Social-CNAS (Conselho Nacional de Assistência Social) Período:  1995/1996; Membro Comissão Temática Barreias Arquitetônicas da ONEDEF; Participante em audiência para entrega de propostas dos deficientes à Constituição Federal junto a Comissão das Minorias; Membro da Comissão pró emenda popular da pensão do deficiente.
Com estes serviços prestados aos canoenses, em particular às pessoas com deficiência e seus familiares, é que solicito ao Poder Legislativo de Canoas, para que concedamos o título de Cidadão Canoense ao Senhor Jorge Fernandes Cardoso.

quinta-feira, 22 de março de 2012

E A VERDADE: ALETÉIA


ἀλήθεια
Alétheia (em grego antigo, ἀλήθεια: "verdade", no sentido de desvelamento: de "a", "negação", e "lethe" "esquecimento"), para os antigos gregos, designava verdade e realidade, simultaneamente (pt.wikipedia.org)
O vereador Ivo Fiorotti iniciou em 2011, na sua coluna no Jornal da Mathias, uma sequência de textos com brevíssimas reflexões filosóficas, abordando sobre como os mais importantes pensadores da humanidade compreenderam a verdade dos eventos sociais, ou seja, a busca e o encontro da verdade!
Leia a seguir o primeiro artigo e acompanhe a sequência de diálogos de Ivo Fiorotti com Aletéia, com as aletéias, que também são as pessoas que costumam ler a coluna e questionar, afirmar, dialogar... em busca da verdade, a verdade que liberta (João 8,22)


E A VERDADE: ALETÉIA
Desde muito tempo, minha amiga Aletéia ao se encontrar comigo, contava-me várias versões sobre um fato e me perguntava: o que disto tudo, “seu Ivo’, é a verdade mesmo! De início, tranqüilizava-a com a versão mais próxima daquilo que julgava ser a verdade. Com o passar do tempo, dependendo do fato, passei a exercitar uma das técnicas da busca da verdade de algum filósofo que passou a influenciar a minha busca do conhecimento. Faz um bom tempo que Aletéia já não me trata mais de “seu Ivo”, mas de “Ivo” e emite sua certeza frente às várias versões que surgem sobre os fatos e acontecimentos sociais. Nossa conversa passou a ser um bom diálogo da busca conjunta da verdade sobre os eventos sociais. Às vezes com versões iguais e diálogos tranqüilos; às vezes conflituosas visões que tomam rumos críticos e ásperos. A renhida discussão nos faz mudar a compreensão dos fatos para um denominador comum: uma nova visão da verdade! Tanto eu como Aletéia saímos destes momentos sempre mais enriquecidos e gratos um ao outro! 
Ocorre que ultimamente aumentaram as “Aletéias” a me indagarem com esta pergunta: qual a verdade mesmo de tudo o que acontece. Sendo assim, resolvi utilizar desta coluna para trazer às aletéias passadas, presentes e futuras, ou seja, a todos que tiverem o prazer de acompanhar esta coluna, umas brevíssimas reflexões de como os mais importantes pensadores da humanidade compreenderam a verdade dos eventos sociais, ou seja, a busca e o encontro da verdade! 
Utilizarei um método para isto, tanto na forma como no conteúdo: (a) na forma, vou dividir os diferentes pensadores em quatro categorias: mundo antigo, medieval, moderno e contemporâneo. Em cada etapa, haverá uma introdução e na seqüência, segundo meu conhecimento, a apresentação dos cinco principais pensadores em cada período. Evidente que para não cansar os leitores, utilizarei apenas da coluna da primeira edição de cada mês. Neste primeiro mês, farei a introdução dos pensadores antigos, na próxima edição. Antecipo quais serão: Parmênides de Eléia (antiga Itália), Heráclito de Éfeso (antiga Turquia), Sócrates, Platão e Aristóteles de Atenas (antiga Grécia); (b) no conteúdo, buscarei apresentar o cerne, o enfoque central na busca da verdade dos fatos, de cada pensador. Ou seja, como este referido filósofo entendia a certeza que podemos ter da verdade dos fatos e dos acontecimentos. Vou exemplificar com um fato político do momento em que estarei escrevendo a coluna, para tornar mais atraente e compreensível a reflexão do pensador. Espero que gostem, aproveitem e lhes seja proveitoso. 
Ivo Fiorotti, teólogo e pós-graduado em Ciências Políticas.
Clique AQUI para ler os demais artigos

quarta-feira, 21 de março de 2012

Artigos publicados no Jornal da Mathias


Confira todos os artigos publicados pelo Vereador Ivo Fiorotti em sua coluna no Jornal da Mathias:

Artigos publicados no Jornal da Mathias 2010
Artigos publicados no Jornal da Mathias 2011
Artigos publicados no Jornal da Mathias 2012